Apesar de se sentir algum frio, foram bem mais de mil os que quiseram presenciar a actuação dos Tara Perdida que marcavam presença pela primeira vez naquele concelho.
O festival JuveMagos congrega anualmente vários eventos dedicados à juventude, na grande área do Cais da Vala com murais para graffitis, as habituais bancas de comida e bebida, tudo acompanhado de muita música. Os dois dias anteriores já tinham sido bastante animados.
Pelas 23 horas sobem a palco os The Pilinha, banda da região que com o seu ska-punk conseguiu animar as hostes e reunir todos em frente à zona do palco...

Ponto alto para "Vai Tudo Com O Catano" e "Whisky De Sacavém", que agitou os presentes (e não é que havia pessoal de Sacavém ali mesmo?) com aplauso final merecido.
Não muito depois, pouco depois da meia-noite, entram os Tara Perdida em palco!
E se já havia muita gente em redor, a essa hora foi a maior concentração no espaço, era ver tudo a correr na direcção do palco, para não perder nada...

João Ribas saúda o público que responde com grande ovação e arrancam para uma actuação irrepreensível!
Desfilaram os temas que fizeram parte do espólio da banda, que comemora 15 anos de actividade.
O alinhamento foi sensivelmente semelhante ao apresentado na Voz do Operário há um mês, percorre os vários álbuns, com algum destaque para o último trabalho "Nada A Esconder".
Os momentos clássicos não faltaram como o tema "Zombies" e mesmo com a banda a atirar batatas fritas para o público na faixa "...Pála Pála".
Há momentos com o público a subir ao palco e abraçar os músicos, há direito a dedicatória de aniversário do guitarrista Ganso, são vários os momentos cativantes com um inspirado ´mestre de cerimónias`, sempre animado e bastante comunicativo.
Excelente foi também a qualidade de som debitada pelo palco, que foi sem dúvida uma das melhores que vi recentemente ao ar livre (parabéns aos técnicos presentes).
Há direito a ´encore`, o público volta a gritar e a bater palmas e apresentam mais 3 temas, terminando com "Nasci Hoje".No final a ovação é enorme, a banda atira para a multidão alguns adereços do festival e material dos próprios, acabando tudo em euforia.

Mas na verdade não tinha acabado e talvez por isso, ninguém arredou pé pela 1h20 da manhã para ouvir mais uma ´Billy session`...
Com algum destaque para a música portuguesa (e com direito a se fazer ouvir os Censurados), viveu-se um bom momento noite fora...
Ouviu-se grande clássicos do punk, alternados com algumas novidades e era ver o pessoal a pedir mais e mais, ninguém queria ir embora.

Houve momentos em que o espaço parecia uma autêntica discoteca ao ar livre!
E a sintonia do público para com as faixas que iam desfilando sonoramente era enorme.
Se é possível passar temas de Ratos De Porão para uma multidão? Sim é e foi o que aconteceu, apesar de ser uma sonoridade que ´não é para todos`, era vê-los saltar...
O pessoal de Salvaterra de Magos e arredores sabe se divertir, disso ninguém duvida, quem já pôde presenciar concertos lá, sabe do que estou a falar.

Gratificante foi também poder ver pessoal de Lisboa que se fez à estrada para aproveitar a noite ribatejana.
Por ordem da organização, pelas 4h30 teve que se dar por terminada a ´DJ session`, com muita pena das centenas de pessoas que ainda resistiram até essa hora.
Até essa hora e muito mais, porque depois das 5 da manhã, mesmo sem música, continuava tudo animado a gesticular agitadamente, em grandes conversas e com muita cerveja a rolar, com as ´barracas` dos comes & bebes non-stop!
Fica aqui um agradecimento especial ao Gabinete da Juventude de Salvaterra de Magos por ter proporcionado uma noite especialmente dedicada ao punk (nas noites anteriores foi dedicado ao rock e ao reggae), neste caso com condições acima da média e para uma massa enorme de gente, que tanto agradou e espero que se repita futuramente, com outras bandas e DJ´s.
Salvaterra fica na memória de quem lá esteve neste dia. Definitivamente!
(fotos por Teresa Rufo)














