Segundo o
Guardian, há poucos dias na Indonésia, logo após um concerto punk em Banda Aceh (uma província mais conservadora, na Ilha da Sumatra) a Polícia deteve 65 jovens.
Perante a ameaça de quebra de valores sociais e religiosos, reuniu todos num campo, cortou-lhes o cabelo, obrigou-os a despirem-se e a lavarem-se num rio próximo, a mudarem de roupa e por fim, a rezarem.
Esta ordem terá sido dada à Polícia pelo Presidente da Câmara local, sem saber que o concerto tinha por finalidade recolher fundos para os órfãos daquela região.
A duração da obrigação religiosa durou dez dias.
Após algumas vozes levantadas sobre esta questão, um responsável apenas referiu que este método é uma ´orientação normal` na sociedade indonésia.
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Esta notícia remete-nos facilmente à lembrança do início da década de 1980 em que ser punk em Lisboa (e provavelmente em todos os centros urbanos do país) era submeter-se à ´lotaria` de se ser escolhido pela Polícia de Segurança Pública simplesmente pelo visual, a ser detido sem razão aparente (nem apresentada pelos próprios) e posteriormente já nas esquadras locais, depois de longas horas de ´seca` numa cela, ser-se submetido a um corte de cabelo à maquina zero (muitíssimo pouco vulgar na altura, garanto-vos, nada como actualmente).
Vá lá, poupava-se a bendita reza...