sábado, março 07, 2015

"A um passo da loucura – Punk em Portugal 78-88" (documentário)

A um passo da loucura – Punk em Portugal 78-88

O Punk-Rock, frequentemente apontado como filho bastardo ou nota de rodapé do género musical Pop-Rock, nasceu de um intercambio (sub)cultural e informal estabelecido em finais da década de 70 do século XX por personagens sobejamente conhecidos que se movimentaram nos espaços de metrópoles como Londres, Nova Iorque, Brisbane ou Manchester.


Assim que o puto ranhoso Punk foi parido, foram muitos, incluindo alguns dos seus principais actores, os que se apressaram a declarar a sua morte. Só que este ‘morto-vivo sónico’ rapidamente se espalhou pelos quatro cantos do mundo. Portugal não foi excepção, assim que explodiu lá fora – na ‘estranja’ - os seus fragmentos, qual satélite desgovernado fora de órbita, aterraram por cá. E passados mais de 30 anos teimam em não desaparecer.

Se os sábios das universidades o apontam como um resultado das dinâmicas da globalização, o certo é que um punhado de almas insatisfeitas, ou seja, os dele se reclamam – os ditos Punks – cagaram de alto na teoria e viveram ou continuam ainda a viver o fenómeno como deve ser, intensamente.

Este documentário é um acto ‘guerrilheiro- cinematográfico’ feito por amor à camisola (esburacada), sem fundos ou apoios, que procura sentir a veia jugular dos actores de um drama multidimensional no qual ‘tudo é punk e nada é fado’ e almeja permitir provar, a quem o visione, a frescura do sangue na guelra dos que fizeram a história da primeira década do punk em Portugal. Uma história que não é apenas contada por músicos de bandas - umas destinadas ao sucesso, outras à resiliência e outras a cair pelo caminho – mas também pelos seus divulgadores e por ‘punk’s-cidadãos anónimos’. Um enredo complicado que envolve música, moda, politica, meios de comunicação social, ideologia, indústrias culturais, forças de segurança e o diabo a mil. Tudo ingredientes para desagradar a muita gente. Ainda bem.

Se fomos bem-sucedidos neste nosso intento só tu o dirás, caro espectador. Pelo menos tentamos e de modo algum nos arrependemos de homenagear deste modo o que verdadeiramente mudou as nossas vidas. 

Para sempre, Punk.


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