sexta-feira, março 18, 2016

Carlos (Self-Rule, Barrinha Festival) - entrevista sobre o evento cancelado


Carlos Ferreira (Self-Rule) é uma figura já bem conhecida e mesmo carismática entre quem o conhece pessoalmente.

O sempre bem-disposto punk de Esmoriz que é vocalista da banda street-punk Self-Rule formada em 2011 naquela localidade, foi um dos organizadores do evento ´Barrinha Festival` de 2015, que a poucos dias de decorrer no mês de Julho, foi cancelado.


Foi o ´difícil porta-voz` das piores notícias, quando divulgou a decisão final e definitiva, para  tristeza de muitos fãs de punk rock, especialmente pelo diversificado cartaz que trazia a Portugal imensas bandas em estreia.




O Billy News decidiu colocar-lhe algumas questões básicas, mas pertinentes o suficiente para percebermos um pouco melhor o que se passou. Seguem já abaixo as perguntas e respostas dadas pelo próprio Carlos.






Billy News- Comecemos pela análise ao cartaz do evento. Não achaste ambicioso demais, ter tantas bandas especialmente estrangeiras? Com as habituais dificuldades básicas e logísticas (bilhetes de avião, transporte dos músicos, acomodações, etc.) irias estar quase 24 sobre 24 horas acordado para coordenar tudo… ou estarei enganado?

Carlos (Self-Rule) – Em primeiro lugar quero agradecer-te pelo convite e oportunidade de poder (através do teu blog) dar resposta às dúvidas das pessoas em relação ao cancelamento do “Barrinha Festival”. 

Antes de responder à questão do cartaz, e se devíamos ou não ter pensado em algo menor, devo esclarecer algo em relação aos organizadores do festival. Este festival começou com uma organização de três pessoas, e ao fim de pouco tempo juntou-se um quarto elemento que, por ter um passado associado ao Punk Rock, pediu para entrar na organização com o intuito de nos ajudar nesta caminhada, ou seja, não comecei nem acabei isto sozinho. 
No verão de 2014 fui contactado por um colega que já tinha este festival em mente com outra pessoa antes de me abordarem. Nesse telefonema, disse-me que gostaria de organizar um festival punk em Esmoriz, e que seria mais ou menos desta dimensão que já todos sabemos. Posto isto, lembrei-lhes que isso seria um bocado ambicioso, mas também percebi que eram pessoas que já conheço há muitos anos e que já fizeram tantas outras coisas, ou seja, talvez fosse interessante ouvir até ao fim. 
E confesso que, no fundo, estavam a mostrar-me algo com que sonhava, e que sei que muita gente que gosta de Punk Rock em Portugal sonha; e por isto tudo e também por ser na minha terra, pensei que podia estar ali uma oportunidade de fazer algo único. 
No entanto, confesso que talvez isso me tenha feito sonhar demasiado alto. Continuando, depois do que ouvi fiquei com a certeza de que era possível fazer algo com a dimensão do cartaz que todos já conhecem. Os organizadores tinham os contactos certos (iriam utiliza-los) e isso implicava, como é óbvio, verbas para a maioria das despesas do evento, o que já incluía o local do festival, bem como o palco. Cada um de nós (os organizadores) estava incumbido de determinadas funções. 
A minha função era pensar num cartaz com uma estratégia maioritariamente assumida por mim, mas no final com a concordância de todos, dentro dum plafond que seria assegurado em breve; e contando sempre (embora pouco) com a bilheteira antecipada que poderia ajudar nalgumas questões.
Sabia de qualquer modo que havia sempre um risco associado, e de que algum do nosso dinheiro pessoal podia ser perdido, como é apanágio nos concertos em Portugal, diga-se. Foi isso que fiz, e no que diz respeito às bandas até tive ajuda/opinião de um amigo, no sentido de conseguir o melhor cartaz possível. Contactei as bandas (excepto The Toasters), fechei tudo com elas (cachês, datas, voos, acomodações, etc), e até já tinha tudo tratado em termos de backline etc. 

Alguns meses antes do festival, já todos os envolvidos sabiam como tudo iria ser tratado, exceptuando alguns detalhes nos voos, que foram organizados por dois de nós, e que por motivos vários, estariam a demorar mais. 
Ou seja, tudo estava a correr bem, independentemente de alguns contratempos pelo meio (bandas que não sabiam se iriam estar disponíveis para tocar em Julho, ou cachés elevados, e todos os problemas habituais nestas circunstâncias). 
Sim, era ambicioso, mas era possível, e na minha óptica (é minha, e nem todos devem concordar com o cartaz na íntegra, o que é normal…) era um cartaz bem conseguido, tanto em termos de nomes/géneros, portugueses e estrangeiros, como dentro do combinado pela organização. 
Esta era pelo menos, a minha visão.




Billy News- Basicamente, qual a razão (ou razões) principal te levou a cancelar o evento, poucos dias antes de decorrer?

Carlos (Self-Rule) - Basicamente o que faltou foi dinheiro! Não era suposto acontecer, muito menos a poucas semanas do festival. Como disse, a minha função era contactar as bandas, e com o trabalho dos outros organizadores trazê-las cá. Eu nunca fui a nenhuma reunião (devido à incompatibilidade de horários que tinha do meu trabalho com os restantes membros da organização) e nem estive presente nos contactos dos meus colegas com quem supostamente nos iria apoiar, apenas estive na reunião de apresentação do festival. Basicamente fui esperando pelos apoios que me disseram que iriamos ter, e tudo apontava para isso. 
Inclusive tínhamos fechado contratos com bandas, tínhamos tudo definido com a agência de viagens
que iria marcar os voos das bandas dentro das datas e condições que defini com todos eles, e os bilhetes estavam a ser vendidos maioritariamente através duma plataforma on-line (embora tivéssemos bilhetes em lojas, também), e isso também tinha contrato assinado. 
O meu grande erro no meio disto tudo foi nunca ter visto nada assinado e ter acreditado que apesar de haver avanços e recuos inicialmente, tudo iria ficar tratado a tempo, como já referi anteriormente, e que seria apenas uma questão de detalhes até tudo estar como devia. É verdade que não era a minha função, mas sendo eu a ponte entre o festival e as bandas, e sendo eu a cara do evento em termos da cena punk em Portugal, não devia ter ignorado essa parte. Apenas esperei pelo trabalho dos meus colegas e os apoios. Apoios esses que viriam a alhar mesmo na altura em que se iria começar a pagar os voos. 
A poucas semanas do festival e sem os apoios garantidos, não era fácil pagar todos aqueles voos e cachês das bandas etc, contando apenas com o que havia de bilheteira até ao momento e algum dinheiro nosso (e mesmo eu acreditando que iriamos chegar às 1000 pessoas no mínimo) nada me garantia que pudéssemos pagar às bandas quando cá chegassem. Não iria haver dinheiro para garantir os voos na totalidade. 
Os meus colegas estavam com muita dificuldade em acreditar que iríamos ter público suficiente para que o evento tivesse sustentabilidade no final. Por um lado, eu percebo porque também eu estava um pouco apreensivo. 
Estava a custar-me acreditar que tivéssemos apenas cerca de 300 bilhetes vendidos com um cartaz daqueles, com bandas como Sham’ 69 (line up original) por exemplo. Eu sei como o pessoal funciona, mas achava que aquilo era motivo suficiente para as pessoas mudarem um pouco a maneira de pensar. Devo dizer que desses 300 bilhetes, e porque tínhamos acesso a essa informação, mais de 80% eram vendas no estrangeiro, e isso deixou-me de certa forma chateado, embora eu saiba que lá fora eles têm melhor poder de compra, mas também ando nisto há tempo suficiente para saber
que em Portugal todos os “concertos são caros demais”, que nunca há dinheiro para a música, nem para os concertos, mas depois toda a gente tem dinheiro para outras coisas. 
Isso também desencorajou os meus colegas da organização. Mesmo assim havia muita coisa em jogo: todas as pessoas que já tinham comprado bilhete, comprado viagens, etc; as bandas que já estavam a contar virem cá tocar, contratos assinados e tudo o que implicava em termos de imagem para a cena punk de Portugal, e principalmente os prejuízos de quem acreditou em nós, e a isso juntam-se as bandas portuguesas que estavam dispostas a vários esforços para ajudar, como eu também já esperava. 
Por isso eu já estava por tudo, até porque sabia que iria ter prejuízos inevitavelmente, e preferia tê-los seguindo com o festival para a frente do que com o seu cancelamento. Sempre acreditei nisso, e continuo a acreditar, mas os meus colegas da organização não acreditaram, e cada um tem as suas razões! 
Alguns amigos ainda se disponibilizaram para se juntarem a mim para me ajudarem com o seu próprio dinheiro, (dispostos até a cometerem certas loucuras), mas eu só poderia aceitar se tivesse a certeza que recuperariam o que estavam a emprestar, e isso não era garantido. No final, todos
poderíamos ter que nos endividar para garantir que quem emprestava recebia o dinheiro de volta.
Pelos valores monetários em causa, pelos motivos pessoais que cada um deles terá, os meus colegas da organização exerceram a sua liberdade de não quererem arriscar esperar pela conclusão final da bilheteira, que a meu ver poderia fazer recuperar o que nos estavam a querer emprestar, numa espécie de “crowdfunding secreto”! 
Apenas um dos meus colegas, na recta final, talvez por ter um passado no punk e pensando na “catástrofe” que seria cancelar o festival, quis arriscar e estar lá no final para recuperarmos, fosse de que maneira fosse, o dinheiro do pessoal que queria ajudar. Mas seria tarde demais e insuficiente. Sendo assim, não aceitei, e preferi cancelar e que o prejuízo ficasse só entre os quatro organizadores. Seria um peso na consciência ter perdido o dinheiro de alguém que só estaria envolvido nisto, por paixão, mas também por erros nossos. 
Devo dizer também que quando informei as bandas de que iria ser cancelado, o primeiro a saber foi o Peter Bywaters (Peter & the test tube babies), que me pediu tempo, para não cancelar ali na recta final, porque estaria disposto a tentar uma solução que pudesse ainda salvar o festival e tudo fez para que fosse possível, mas viria a revelar-se tarde de mais. De qualquer modo agradeço-lhe por isso, pois foi das pessoas mais importantes durante o processo do festival, e até ao fim esteve sempre disposto ajudar. Deixo a dica para alguém que esteja a pensar em trazê-los cá, seria muito bom, pois merecem todo o respeito. Ele estava todo entusiasmado em vir tocar a Esmoriz, pois era a primeira vez em Portugal e ía calhar mesmo no dia do seu aniversário. Foi uma pessoa que gostei de conhecer, entre outros, e que me relembrou que ainda existem pessoas que fazem punk, e estão nele porque isso é tudo o que sabem fazer e que os preenchem. 
Digamos que por vezes é possível tirar coisas boas disto, e eu tirei bastante. Mais que não seja aprender com os erros, e não terei sido o único.




Billy News- Muita gente ainda pensou que eventualmente, o cartaz poderia ser alterado apenas para um dia, reduzindo o número de bandas participantes, mas seria obviamente complicado, com bilhetes já vendidos e alteração de condições. Chegaste a pensar nessa hipótese?

Carlos (Self-Rule) - Isso foi uma hipótese que veio à conversa, sim, embora eu não concordasse por princípio. Falamos nisso, até em desespero de causa. Talvez devesse ser um festival de um só dia logo à partida. 
Tal como dizes, havia muitas coisas confirmadas, havia contratos, havia toda uma logística que teria que ser alterada, e mesmo assim não nos garantia que não viéssemos a ter vários problemas na mesma. Mas mais do que isso, na minha óptica não era muito ético e não é dessa forma que vejo tudo isto. 
Como disse, as bandas estavam entusiasmadas, todos queriam vir pelo facto de nunca terem cá vindo, por ser na zona que era (acreditem ou não) e por várias outras razões. Teria que fazer escolhas, teria muita gente que tinha bilhete que iria ficar chateada (e com razão) porque determinada banda não viria, teria que dizer a umas bandas que vinham, e a outras que não, e também é preciso lembrar que tinham negado a participação noutros festivais e concertos para estarem cá. Diriam a uns que ficavam sem nenhum, e a outros que viriam? Se calhar não. Eu decidi assim, e repito, isso não
iria resolver os nossos problemas todos. 
De qualquer modo aceito as opiniões de toda a gente. Como eu, acho que só queriam que isto tivesse acontecido. Mas não faria isso com quem não tem culpa nenhuma, nem bandas nem público.





Billy News- Com duas bandas do evento já de bilhetes das viagens na mão (The Restarts e Funeral Dress), acabaste por realizar um concerto à parte, no Porto, de modo a compensar as despesas e ao mesmo tempo, de uma oportunidade de conhecerem o nosso país. Como decorreu tudo?

Carlos (Self-Rule) - Sim, essas duas bandas, aquando das conversas sobre os voos, quiseram comprar os voos do bolso deles, e teríamos que lhes pagar assim que chegassem, o que para mim foi uma atitude bastante agradável e que no fundo facilitava as contas para nós. 
Assim foi, e ficaram com os bilhetes de avião na mão até saberem que afinal já não iria haver festival.
Isso foi outra das coisas péssimas que aconteceram no meio disto tudo. Contudo, ambas as bandas apontaram várias razões para virem cá tocar na mesma (a mais óbvia era porque já tinham os bilhetes de avião comprados) e porque também gostavam mesmo de cá vir a Portugal visto nunca terem tocado cá antes. 
Para não falar duns quantos amigos deles e público de ambos os países e outros, que iriam cá estar fosse de que maneira fosse. E gostei da ideia. 
Mas, nas condições em que tudo estava, era muito difícil e teríamos mesmo que lhes pagar os voos sem que viessem tocar. 
Quando contei isto a um amigo, o Vitor Paiva (vocalista dos Grito! e fundador do Festival Invictoi!) e o Filipe Martins (baixista da minha banda e co-fundador do mesmo festival) disseram logo que se fosse possível pagar os voos, ajudariam a trazer as bandas cá, desta vez debaixo da organização do Invictoi!, e para além de dar-mos algo a quem queria ver na mesma, e dar-mos esse prazer às bandas, ainda podíamos quiçá, fazer algum dinheiro para a inevitável perda de dinheiro com o cancelamento. Os meus colegas da organização na altura acabaram por concordar e adiantaram o dinheiro para esses voos, pagando assim parte do que seria uma dívida conjunta no final das contas, e o concerto fez-se no Cave 45 (bar no Porto) onde as pessoas são também impecáveis e ajudaram no que puderam! 
Confesso que não tinha muita esperança que pudéssemos fazer algum dinheiro com isso, mas realmente o que importava era que as bandas pudessem vir, as pessoas que ainda queriam e/ou podiam ver alguma coisa, vissem, e o objectivo foi alcançado. 
Sem lucro, mas também sem mais perda do que já estava definida como inevitável. Só se ganhou bons amigos e um bom espirito punk que o festival devia ter proporcionado em maior escala!





Billy News- Em relação aos Festivais Punk em Portugal, especialmente de maior dimensão e ao ar livre. Houve muito poucos registados até agora, Faro em 1996 deu alguns problemas apesar do sucesso da quantidade de gente presente e do excelente cartaz. Achas que há um ´azar inerente`, no que toca ao nosso país, neste tipo de eventos, olhando por exemplo, para a quantidade que decorre no país vizinho?

Carlos (Self-Rule) - Não me parece que haja azar nenhum, não acredito muito em azar, muito menos nestas coisas. Tudo o que acontece é fruto dos nossos actos, da forma como fazemosas coisas, como nos dedicamos a elas e o prazer que temos nisso.
 Em primeiro lugar acho que muitas vezes, tal como nós, nem sempre as pessoas fazem bem as coisas, por vezes cometem-se erros que não se deviam cometer. Também acho que a escassez de concertos e festivais verdadeiramente motivadores e de qualidade faz com que algumas pessoas tentem fazer o possível e impossível para que algo aconteça, aproveitando as oportunidades que aparecem, mas nem sempre se faz da forma mais racional. 
Por outro lado, acho que tudo tem muito a ver com a atitude das pessoas que gostam ou dizem gostar de Punk. Muitas vezes assisto a comentários aos concertos organizados seja por quem for, que são verdadeiramente descabidos e injustos. 
As pessoas aqui em Portugal costumam pensar que andam todos nisto por dinheiro, que as bandas deviam tocar todas de borla, como se as bandas não tivessem que pagar várias despesas associadas aos instrumentos, discos, salas de ensaios e muitas mais coisas. 
Por vezes a diferença entre nós e o país vizinho está também na forma como as pessoas olham para os organizadores dos eventos, a seriedade das bandas, e a paixão que manifestam pela cena punk. Logicamente que não generalizo nada nem ninguém, mas tenho visto e ouvido muitas coisas que considero negativas, para que isto possa ser mais forte. 
Tenho ideia que se isto fosse no país vizinho, teriam sido vendidos muito mais bilhetes antecipadamente, como ficou provado com os bilhetes que tínhamos vendido até ao cancelamento. Eram maioritariamente espanhóis, e muitos ingleses e alemães. Até da Finlândia tínhamos público! 
Tudo isto tem vários motivos, como é óbvio. Eu sei que para nós 40€ valem muito mais do que para a malta desses países, mas com tantos meses de antecedência penso que era possível mais gente ter comprado bilhete aqui em Portugal, mas repito, não era de todo só isso que faria com que houvesse festival (mas que foi desmotivante lá isso foi…).





Billy News- Tens planos ou alguma perspectiva de avançares para um novo projecto semelhante, ou mesmo algo mais modesto, agora em 2016?

Carlos (Self-Rule) - Depois do que aconteceu com o “Barrinha Festival”, não é muito fácil imaginar-me envolvido em algo parecido tão cedo, como deves calcular. 
Não fecho a porta a essa possibilidade no futuro, até porque o que se pretendia era mais alguma “agitação” na cena punk em Portugal a juntar a outros bons concertos que outras organizações tem feito, e quanto a isso, estarei sempre presente! 
O Punk é o que me move desde os 13/14 anos, seja organizando concertos, seja com as minhas bandas, seja o que for… é o que gosto de fazer! No fundo o que importa é que algo parecido seja possível em Portugal, seja organizado por mim ou por outras pessoas. 
Estarei lá sem dúvida nenhuma a apoiar, e confiando nas pessoas até prova em contrário. 
Neste momento o meu projecto principal é o que me dá um enorme prazer, seja em que condições forem, que é a minha banda, os Self-Rule. Estou focado nisso agora.





Billy News- Quanto à tua banda (Self-Rule), conta-nos como decorreram estes últimos meses e se há novidades para breve.

Carlos (Self-Rule) - Algumas coisas mudaram mas não entre nós, já que continuamos a fazer as coisas da mesma maneira. Não foi muito fácil, sendo o vocalista da banda, pensar que iria estar em palco a tocar para algumas das pessoas que no fundo desiludi! 
De qualquer modo, o que mais me preocupava eram as consequências que isso iria ter na banda. Embora já esperasse algo do género, a verdade é que isto do festival fez com que tivéssemos menos convites para tocar. 
Mas tivemos um concerto memorável para nós que foi a comemoração de 20 anos de Cabeça de Martelo, organizado pelos sempre amigos, Frágil e Óscar (C.D.M.) no Porto-Rio (Porto). 
Continuamos a tentar tocar e compor, e se não surgirem convites havemos de tocar na mesma! 
Basicamente é isso que interessa, perceber onde se errou, para não repetir e seguir em frente. E é isso que faremos. 
Só temos uma Demo até agora, mas já temos músicas novas na calha para um futuro álbum. E vamos fazer isso… vamos continuar a viver para aquilo que nos move a todos… o Punk Rock!

Comentário:

Por fim, gostaria de agradecer a todos os que nos ajudaram ou tentaram ajudar, sejam eles família, amigos ou conhecidos e músicos (portugueses e estrangeiros). Sabem quem são!








2 comentários:

Billy disse...

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O sempre bem-disposto punk de Esmoriz que é vocalista da banda street-punk Self-Rule formada em 2011 naquela localidade, foi um dos organizadores do evento ´Barrinha Festival` de 2015, que a poucos dias de decorrer no mês de Julho, foi cancelado.




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Anónimo disse...

Bastava terem metido 3 ou 4 bandas estrangeiras como os Sham 69 e os Peter ou Chaos uk ou Discharge e estes últimos também puxavam malta do metal e aqui contam-se milhares de seguidores e mais 4 ou 5 bandas portuguesas e tudo teria corrido bem. Mas a mania das grandezas num País como o nosso ditou a morte do festival logo à partida.

Toda a gente sabe ou deveria saber que a nossa cena punk nacional é pequena demais para termos um festival à semelhança do Rebellion. Infelizmente o punk rock português não tem muitos seguidores.

cumprimentos ao blog Billy News e para os pseudo organizadores do Barrinha, que tenham aprendido a lição com os erros do passado.